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Brasil goleia o Equador e vai às quartas da Copa América

Julio César falha duas vezes, mas Pato e Neymar (com dois gols cada) decidem para Seleção, que agora pega o Paraguai

Alexandre Pato comemora: Brasil vai às quartas de final (Foto: Marcelo Sayão/EFE)

13/07/2011

Córdoba (ARG)
O Brasil teve lampejos de Brasil. O suficiente para fazer 4 a 2 no Equador, nesta quarta-feira, em Córdoba, e garantir a liderança do Grupo C da Copa América. Além, claro, da classificação às quartas de final do torneio. O time de Mano Menezes vai enfrentar o Paraguai, no domingo, às 16h. Adversário duro, que já empatou com a Seleção na segunda rodada da fase de grupos.


Mano Menezes promoveu mudanças importantes na equipe. Tirou Daniel Alves e lançou Maicon, voltou com Robinho entre os titulares. O lateral-direito foi a principal arma ofensiva da Seleção. As principais jogadas do Brasil saíam pela direita. Mas...

Apesar de ter maior controle do jogo, o time de Neymar, Pato & Cia. esbarrava na marcação equatoriana. Quando inverteu o lado da pressão, deu certo. André Santos, lateral-esquerdo, cruzou na cabeça de Pato: 1 a 0, com o Brasil sem jogar bem.

O Equador passou a ser pressionado e se enervou. Quase levou o segundo quando Robinho carimbou a trave. Nos contra-ataques, o Equador - que até então não havia assustado - passou a ser mais forte. E achou o gol em lance infeliz de Julio Cesar. Caicedo arriscou um chute de longe e a bola passou por baixo do goleiro: 1 a 1.


Que frangaço, Julio Cesar! Caicedo arriscou finalização de longa distância e o camisa 1 da Seleção Brasileira aceitou... (Foto: Marcelo Sayão/EFE)

O início da segunda etapa foi animador: logo aos quatro, o Brasil tabelou e Ganso, afiado, deixou Neymar nas melhores condições de marcar. A Joia desencantou na Copa América, e o Brasil ganhava um desafogo na partida.

Mas Julio Cesar voltou a falhar, e Caicedo não perdoou. Logo em seguida, igualou o placar. Mas o goleiro equatoriano Elizaga também não estava em uma boa noite, e em chute de Neymar deu rebote nos pés de Pato, que não perdoou.

O Brasil voltou a estar na frente e deslanchou. Passou a jogar melhor e parou de sofrer com sustos na defesa. E numa bela jogada de Maicon alcançou o quarto gol. O lateral (melhor em campo) tabelou com Robinho, foi ao fundo e cruzou para Neymar guardar mais um.

A partir daí foi só administrar o resultado. Com os atacantes em sintonia, e um futebol que ainda que não tenha sido convincente - pelo que se espera da Seleção Brasileira -, foi eficiente, o melhor apresentado pela equipe até aqui, o Brasil chega às quartas da Copa América. Que mantenha a evolução para não voltar mais cedo para casa.

FICHA TÉCNICA
BRASIL 4 x 2 EQUADOR

ESTÁDIO: Mario Kempes, em Córdoba (ARG)
DATA E HORA: Quarta-feira, 13 de julho de 2011, às 21h45 (de Brasília)
ÁRBITRO: Roberto Silvera (URU)

CARTÕES AMARELOS: André Santos (BRA); Noboa, Minda (EQU)

GOLS: Pato (1-0), aos 27'/1ºT; Caicedo (1-1), aos 36'/1ºT; Neymar (2-1), aos 4'/2ºT; Caicedo (2-2), aos 13'/2ºT; Pato (3-2), aos 15'/2ºT; Neymar (4-2), aos 26'/2ºT

BRASIL: Julio Cesar; Maicon, Lúcio, Thiago Silva, André Santos; Lucas Leiva, Ramires, Ganso (Elias, 31'/2ºT) ; Robinho, Neymar (Lucas Silva, 34'/2ºT) e Pato (Fred, 40'/2ºT)
TÉCNICO: Mano Menezes
EQUADOR: Elizaga; Reasco (Achilier, 37'/2ºT), Araujo, Erazo, Ayovi; Minda, Noboa (Montaño, 44'/2ºT), Arroyo, Méndez (Mina, 31'/2ºT); Benítez, Caicedo
TÉCNICO: Reinaldo Rueda

No apagar das luzes, Brasil empata e se mantém vivo na Copa América

Foto: Divulgação/SE

Time de Mano Menezes perdia por 2 a 1 até os 44 minutos do segundo tempo

Marcos Paulo Lima - Correio Braziliense
Paulo Galvão - Estado de Minas

09/07/2011
Enviados especiais

Córdoba – Ainda não foi dessa vez que a Seleção Brasileira venceu um jogo oficial sob o comando de Mano Menezes. Na tarde deste sábado, empatou por 2 a 2 com o Paraguai, no Estádio Mário Kempes. Assim, soma 2 pontos no Grupo B da Copa América da Argentina – na estreia, havia ficado na igualdade sem gols com a Venezuela. Para garantir a classificação às quartas de final, precisará vencer o Equador, quarta-feira, novamente em Córdoba.

Até lá, Mano Menezes terá muito trabalho. Contra os paraguaios, surpreendeu ao colocar o armador Jádson no lugar do atacante Robinho, mudando o esquema dos 4-3-3 para o 4-4-2. A alteração deixou a equipe verde-amarela mais consistente, o que não impediu o adversário de começar melhor a partida. Tanto que logo aos 2 min Néstor Ortigoza “achou” Roque Santa Cruz livre na área, mas o atacante chutou por cima.

Isso deveu a um certo nervosismo do Brasil, que começou com dificuldades para criar jogadas. A não ser algumas tentativas individuais, como fez Neynmar aos 10min, perdendo a bola ao encarar dois marcadores.

Mas aos 18min a estrela de Mano Menezes deu mostas que iria brilhar. Jádson enfiou bola perfeita para Alexandre Pato na área, o atacante concluiu, mas Villa conseguiu desviar para escanteio.

Isso ficou comprovado aos 38min, quando Paulo Henrique Ganso acionou Jádson. O jogador retribuiu a confiança do chefe e acertou, com chute da entrada da área, o canto inferior direito do gol de Villar. Na comemoração, o atleta do Shakhtar Donestsk, da Ucrânia, correu, com a mão na orelha, em direção à torcida que havia gritado o nome de Lucas minutos antes.

Com a vantagem, o treinador brasileiro optou por tirar Jádson e colocar o volante Elano. Mas os paraguaios não se importaram e chegar ao empate aos 9min. Estigarribia avançou pela esquerda e cruzou rasteiro para o meio. A zaga não cortou e Roque Santa Cruz, dentro da área, só tocou na saída de Júlio César.

E o Paraguai não parou por aí, virando a partida 11 minutos mais tarde. Haedo Valdez, que havia acabado de entrar, recebeu livre na área e chutou. A bola bateu em Júlio César, no próprio paraguaio e entrou.

Aos 37min os paraguaios poderiam ter matado o jogo. Vera entrou livre pela esquerda, mas errou na hora de tentar acionar Roque Santa Cruz, que estava livre na área. Como não o fez, sofreu o empate já no fim, aos 44min, quando Fred recebeu bom passe de Paulo Henrique Ganso e chutou sem chance para Villar.


Brasil 2 x 2 Paraguai

Brasil
Júlio César; Daniel Alves, Lúcio, Thiago Silva e André Santos; Lucas Leiva, Ramires (Lucas 24 do 2º), Jádson (Elano, intervalo) e Paulo Henrique Ganso; Alexandre Pato e Neymar (Fred 36 do 2º)
Técnico: Mano Menezes

Paraguai
Villar; Darío Verón, Paulo da Silva, Alcaraz e Torres; Vera, Riveros (Vítor Cáceres 23 do 2º), Néstor Ortigoza e Estigarribia (Martínez 33 do 2º); Lucas Barrios (Haedo Valdez 11 do 2º) e Roque Santa Cruz
Técnico: Gerardo Martino

Competição: Copa América (2ª rodada da 1ª fase)
Estádio: Mário Kempes (Córdoba, Argentina)
Gols: Jádson 38 do 1º; Roque Santa Cruz 9, Haedo Valdez 21 e Fred 44 do 2º
Árbitro: Wilmar Roldan (Colômbia)
Assistentes: Humberto Clavijo (Colômbia) e Francisco Mondria (Chile)
Cartão amarelo: Jádson, Lucas bairros, Alexandre Pato

Brasil saboreia um amargo Vinotinto e decepciona

Seleção Brasileira sofre contra o ferrolho venezuelano e só empata sem gols em sua estreia na Copa América

Robinho e Daniel Alves se atrapalham, o retrato da estreia brasileira (Foto: Bernadino Ávila/EFE)

Raphael Martins
Publicada em 03/07/2011 às 18:14

A expectativa por um futebol envolvente e encantador acabou esvaziada à medida que o relógio avançava e o Brasil não conseguia furar o ferrolho da Venezuela, neste domingo, em La Plata. A decepção se confirmou após o apito final de Raúl Orozco e o placar marcou um magérrimo 0 a 0 entre brasileiros e venezuelanos.

Tal como a Argentina, o Brasil decepcionou em sua estreia na Copa América. As duas seleções tidas como favoritas absolutas tiveram dificuldades em furar os bloqueios impostos por duas seleções que historicamente sempre foram sacos de pancada: Bolívia e Venezuela. Não pode ser coincidência...

Da mesma forma como no jogo de abertura da competição, os brasileiros tiveram amplo domínio e posse de bola. Criaram as principais jogadas, tinham mais alternativas, mais craques, só que não encontraram uma forma de vencer a retranca da Venezuela. Chegava a ser impressionante ver como o adversário do Brasil se fechou e abdicou de jogar.

Neymar tenta passar por Rosales: pouca objetividade (Foto: Cristiano Andujar)

A lógica é até compreensível. Afinal, sabedor da inferioridade técnica, o técnico César Farias preocupou-se em se fechar defensivamente e sair nos contra-ataques. E impôs uma tremenda dificuldade ao Brasil. Mesmo com os craques Paulo Henrique Ganso e Neymar, a Seleção não conseguia abrir uma brecha.

Para não dizer que nada aconteceu no primeiro tempo, o Brasil acertou uma vez o travessão do goleiro Vega em chute de Alexandre Pato, após passe de Daniel Alves. A jogada parecia ter acordado a Seleção Brasileira, que cinco minutos depois teve a sua principal oportunidade. Robinho recebeu na área, conseguiu tirar do goleiro e bateu. A bola tinha endereço certo mas o zagueiro Vizcarrondo entrou de carrinho e bloqueou a definição.

Vega só observa o chute de Pato explodir no travessão (Paulo Whitaker/Reuters)

Aliás, alguém tem a obrigação de dizer a Neymar que muita firula não vence jogo. É necessário ser mais objetivo, coisa que o jogador santista ainda não entendeu.
A partida continuou dura de se ver no segundo tempo. O Brasil tinha posse de bola, só que não passava do bloqueio venezuelano. Satisfeita, a Venezuela continuava se defendendo e saindo no contra-ataque. O empate era uma vitória para a Vinotinto.
Só que vez por outra os espaços começavam a se abrir na defesa brasileira. O desespero por um gol era tamanho que a Venezuela começou gostar do jogo e a sonhar com um gol milagroso. Porém esperar isso seria muito, pois faltava o mínimo de técnica.

Vizcarrondo, de ombro, impediu o gol brasileiro (Bernardino Ávila/EFE)

Mano Menezes, vendo que a coisa estava feia, tentou fazer alterações para mudar o panorama. Colocou Fred no lugar de Robinho, que estava inoperante no segundo tempo, e depois Lucas na vaga de Alexandre Pato. Infelizmente, o jogador do Milan era o que mais lutava e a Seleção perdeu um pouco de sua força ofensiva.

A partir dos 30 minutos do segundo tempo, o time brasileiro foi tomado pela afobação e tentava a qualquer custo o gol da vitória. Só que a salvação não chegou.
Cão fez mais que a Seleção e driblou Vega (Enrique Marcarian/Reuters)

Agora Mano Menezes terá de voltar a Los Cardales e estudar o que mudar nessa seleção. A certeza é que, mais uma vez, contra equipes muito fechadas, o Brasil não consegue abrir espaços e encontrar a vitória. Embora tenha jogadores com habilidade e técnica capaz de fazê-lo.

O próximo compromisso da Seleção é sábado, contra o Paraguai, em Córdoba. Já a Venezuela encara o Equador, no mesmo dia, em Salta.

FICHA TÉCNICA
BRASIL 0 X 0 VENEZUELA

Estádio: Ciudad de La Plata, La Plata (ARG)
Data-Hora: 3/7/2011 - 16h (de Brasília)
Árbitro: Raúl Orozco (BOL)
Auxiliares: Efráin Castro (BOL) e Marvin Torrente (MEX)
Cartões amarelos: Thiago Silva (BRA); Rondón, César González e Moreno (VEN)
Cartões vermelhos: -
Gols: -

BRASIL: Julio Cesar, Daniel Alves, Lúcio, Thiago Silva e André Santos; Lucas Leiva, Ramires (Elano 30'/2ºT), Robinho (Fred 19'/2ºT) e Ganso; Neymar e Pato (Lucas 30'/2ºT) - Técnico: Mano Menezes.

VENEZUELA: Vega, Rosales, Grendy, Vizcarrondo e Cichero; Rincón, Lucena, César González (Di Giorgi 40'/2ºT) e Arango; Rondón (Moreno 19'/2ºT) e Fedor (Maldonado 33'/2ºT) - Técnico: César Farias.

Ganso é perseguido por três venezuelanos (Enrique Marcarian/Reuters)

Fonte: Lancenet

Mano diz que base será mantida na estreia da Copa América

20/06/2011

Em entrevista coletiva realizada na tarde desta segunda-feira, o técnico da Seleção Brasileira, Mano Menezes, falou sobre a preparação de seus comandados para a disputa da Copa América. Para a estreia da equipe, no dia 3 de julho, contra a Venezuela, às 16h, em La Plata, o treinador declarou que deve manter a base dos últimos amistosos e disse que a equipe deve sofrer poucas alterações, além de não garantir a presença do trio santista formado por Neymar, Paulo Henrique Ganso e Elano no time titular.

"Nós temos uma base que foi utilizada na maioria dos jogos e muito provavelmente a maioria dessa base vai estar na estreia, contra a Venezuela. Se vão estar os três do Santos ou não, aí vamos esperar um pouco. Temos alguns dias para a preparação e vamos ver o que vamos fazer, quem vai se completar, mas o importante é termos uma Seleção forte para a estreia, porque em uma fase de grupos você tem a obrigação de se classificar e é isso que vamos tentar em cima da Venezuela", afirmou Mano.

O treinador também analisou o grupo do Brasil na Copa América, que é formado por Venezuela, Equador e Paraguai, que para Mano Menezes é o rival mais forte na teoria. Porém, o técnico elogiou o futebol jogado pelos venezuelanos no amistoso contra a Espanha e disse que será o jogo mais difícil, por ser o primeiro a ser enfrentado.

"Teoricamente o Paraguai pode ser o adversário mais difícil, mas não estou dizendo com isso que Venezuela e Equador não vão nos trazer dificuldades. Vi um bom jogo da Venezuela diante da Espanha, com algumas falhas individuais, mas na parte ofensiva fez um jogo muito parelho. Esse é o caminho, então acho que nosso adversário mais difícil vai ser a Venezuela que é o primeiro a ser enfrentado", concluiu.

RSZD

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