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Brasil perde para o Paraguai nos pênaltis

Neymar lamenta chance durante partida
Foto: Maxi Failla/AFP

Elano, Thiago Silva, André Santos e Fred erram cobranças e paraguaios avançam para a semifinal da Copa América

17/7/2011
A seleção brasileira não acertou nenhuma cobrança de pênalti e caiu nas quartas de final diante do Paraguai. Após um empate sem gols no tempo normal e na prorrogação, Elano, Thiago Silva, André Santos e Fred erraram a cobrança e deixaram o caminho livre para o adversário avançar na Copa América.

O resultado não reflete o que foi o jogo. A seleção brasileira teve muitas oportunidades para abrir o placar com a bola rolando mas pecou nas finalizações. O Paraguai, que deu um chute e para fora, se fechou na defesa e esperou o jogo ir para os pênaltis. Na loteria, avançou.

O JOGO

O time de Mano Menezes tomou a iniciativa e esteve ligado no jogo durante o primeiro tempo. O meio-campo anulou as jogadas de ataque do Paraguai e deixou que Julio Cesar fosse apenas um espectador.

Pato e Neymar trocaram de posição algumas vezes para confundir os paraguaios. A movimentação dos homens de frente foi boa: com boas saídas e trocas de passes rápidas, Robinho deixou a Joia na cora do gol, só que o atacante do Santos tirou muito do goleiro e a bola ganhou a linha de fundo.

Outro lance importante nasceu da bola parada pela esquerda. André Santos centrou e Villar salvou um carrinho mortal de Lúcio.
No mais, muito respeito entre as duas seleções e estudo tático antes de dar o bote.

A Seleção continuou melhor e controlando a posse de bola. Na verdade, não mudou tanto em relação ao primeiro tempo. Criou chances, mas a pelota insistia em não entrar.

Pato e Neymar tiveram as bolas do jogo, mas foram parados pelas defesas milagrosas de Junto Villar. Ganos também apareceu para o jogo.

Do outro lado, encolhido, o Paraguai aplicou um revezamento de faltas e marcação rígida, por vezes violenta, sobre Neymar e Robinho.

O gol não aparecia e a partida ganhava conotações dramáticas. Sergio Pezzotta soprou o apito final e o prélio foi ao tempo extra.

PRORROGAÇÃO E PÊNALTIS

Sem querer correr riscos, a Seleção Brasileira começou a prorrogação em banho-maria. Robinho, por sua vez, quando buscava a bola, tramava bons ataques para o time canarinho.

A estratégia do Paraguai era clara: esperar uma brecha e ir deixando a Seleção cada vez mais apreensiva com a igualdade no marcador. Foi assim que Lucas foi expulso após perder a cabeça num lance infantil com Alcaraz (também excluído do espetáculo).

Os ponteiros do relógio pareciam apressados. Deste modo, o Brasil não conseguiu criar e a partida foi às penalidades máximas.

Elano, Thiago Silva , André Santos e Fred desperdiçaram suas cobranças e deram um ponto final no sonho de conquistar o bicampeonato da Copa América.

FICHA TÉCNICA

BRASIL 0(0) X 0 (2) PARAGUAI

Local: Estádio Ciudad de la Plata, em La Plata (Argentina)
Data: 17 de julho de 2011 (domingo)
Horário: 16h (de Brasília)
Árbitro: Sergio Pezzotta (Argentina)
Assistentes: Ricardo Casas (Argentina) e Efraín Castro (Bolívia)
Cartão Amarelo: André Santos, Maicon (BRA); Vera, Barreto, Marecos, Estigarribia (PAR)
Cartão Vermelho: Lucas (BRA) e Alcaraz (PAR), 12'/1ºT Pror.

BRASIL: Julio Cesar; Maicon, Lúcio, Thiago Silva e André Santos; Lucas Leiva, Ramires e Paulo Henrique Ganso (Lucas, 9'/2ºT); Robinho, Alexandre Pato (Elano, 5'/2ºT Pror.) e Neymar (Fred, 35'/2ºT). Técnico: Mano Menezes

PARAGUAI: Villar, Verón, Da Silva, Alcaraz e Torres (Marecos, 25'/2ºT); Vera (Barreto, 16'/2ºT), Cáceres, Riveros e Estigarribia; Valdez e Lucas Barrios (Perez, 37'/2ºT). Técnico: Gerardo Martino

eBand Esporte

Messi responde com show, Argentina vence a Costa Rica e se classifica

Foto: Divulgação/ESPN
11/07/2011

por ESPN.com.br

A Argentina enfim desencantou na Copa América. Em noite inspirada de Lionel Messi, a seleção da casa venceu a Costa Rica por 3 a 0, chegou a cinco pontos no Grupo A e garantiu uma vaga nas quartas de final, evitando um vexame histórico no Estádio Mario Kempes, em Córdoba.

A seleção argentina entrou em campo nesta segunda-feira sob olhares desconfiados. Nas duas primeiras partidas, empates sem brilho contra Bolívia e Colômbia. Era preciso dar uma resposta aos críticos – e os comandados de Sérgio Batista responderam.

Lionel Messi, melhor jogador do mundo nas duas últimas temporadas e favorito a ganhar o prêmio da Fifa pela terceira vez neste ano, começou o jogo pressionado. O camisa 10 argentino foi apontado como culpado pelas atuações ruins nas primeiras rodadas. A torcida a imprensa do país criticaram nos últimos dias até o fato de Messi não cantar o hino.

Nesta segunda, Messi não cantou o hino. Mas, quando a partida começou, o comportamento do camisa 10 foi outro. Desde o início, ele mandou no jogo, comandando as ações ofensivas. Driblhando, chutando e, sobretudo, colocando os companheiros na cara do gol.

Durante quase todo o primeiro tempo, porém, a bola não entrava. Higuaín, Di María e Aguero perdiam as chances criadas por Messi. O primeiro gol, aos 46 minutos, surgiu em uma jogada de sorte – Gago chutou de fora da área, e Aguero aproveitou rebote do goleiro para marcar.

No segundo tempo, Messi continuou a dar seu show. E, em dois de seus lançamentos, a Argentina consolidou o placar. Primeiro, em ótimo passe para Aguero, aos 7 minutos; depois, com bola na medida para Di Maria, aos 18, marcar o terceiro gol.

O próximo adversário da Argentina será o segundo colocado do Grupo C, que pode ser o Uruguai, que entrou na competição como favorito e também empatou duas vezes nas primeiras rodadas. Peru, México e Chile também podem entrar no caminho dos argentinos.

O jogo

Muito pressionado pela imprensa, Sergio Batista fez três mudanças na equipe titular: Di María, Higuaín e Agüero entraram nos lugares de Carlitos Tevez, Lavezzi e Cambiasso. Apesar da insatisfação demonstrada por alguns torcedores após os dois decepcionantes empates nas primeiras rodadas do torneio, o apoio foi incondicional no estádio Mario Alberto Kempes.

Desde o começo do jogo, os anfitriões foram ao ataque. Até que o primeiro gol saísse, no entanto, faltava tranquilidade. Higuaín, substituto do ídolo Tevez, foi a maior vítima do nervosismo. Ele teve pelo menos quatro oportunidades na etapa inicial e não aproveitou.

O lance mais perigoso antes do primeiro gol ser anotado veio com Burdisso, que cabeceou após cobrança de escanteio e acertou o travessão, aos 25 minutos. A espera durou até os 46 minutos, quando Gago chutou da entrada da área, Moreira rebateu e Agüero pegou o rebote para estufar a rede. O sufoco chegava ao fim.

No segundo tempo, os argentinos se soltaram e as jogadas passaram a sair com naturalidade. Logo aos sete minutos, Messi encontrou Agüero em boas condições e o atacante bateu cruzado para ampliar.

O futebol de Messi, aos poucos, começava a aparecer. Aos 16 minutos, Higuaín recebeu um presente e perdeu mais uma chance. Dois minutos depois, quem recebeu foi Dí Maria. Ele invadiu a área pela esquerda, bateu cruzado e não desperdiçou: 3 a 0.

Com a vitória garantida, Sergio Batista passou a fazer mudanças. Aos 34 minutos, tirou o azarado Higuaín e colocou Pastore em seu lugar. Ao mesmo tempo, Biglia ganhou a vaga de Dí Maria. Cinco minutos mais tarde, as vaias mais insistentes da noite: Lavezzi, que foi mal nas duas primeiras partidas, foi hostilizado ao entrar no lugar do aplaudido Agüero. Parte da torcida chegou a gritar o nome de Carlitos Tevez.

Aos 40 minutos, Lavezzi teve a chance de se redimir. Pela esquerda, como em quase todas as chegadas de perigo dos argentinos, ele recebeu em boas condições e bateu cruzado, na trave.

FICHA TÉCNICA:

ARGENTINA 3 x 0 COSTA RICA

Local: Estádio Mario Alberto Kempes, em Córdoba (Argentina)
Data: 11 de julho de 2011, segunda-feira
Horário: 21h45 (de Brasília)
Árbitro: Francisco Chacón (México)
Assistentes: Marvin Torrentera (México) e Luis Sanchez (Venezuela)
Cartões Amarelos: Milito, Zanetti, Biglia e Lavezzi (Argentina); Calvo e Oscar Duarte (Costa Rica)

Gols:

ARGENTINA: Agüero, aos 46 minutos do primeiro tempo e aos sete do segundo tempo, e Di María, aos 18 minutos do segundo tempo.

ARGENTINA: Romero; Zabaleta, Burdisso, Gabriel Milito e Zanetti; Mascherano, Gago e Messi; Aguero (Lavezzi), Higuaín (Pastore) e Di Maria (Biglia)
Técnico: Sergio Batista

COSTA RICA: Moreira; Acosta, Salvatierra e Calvo (Brenes); Duarte, Leal, Cubero, Elizondo (Valle), Mora; Campbell e Martínez (Madrigal)
Técnico: Ricardo Lavolpe

Colômbia 2 x 0 Bolívia - Artilheiro brilha e Copa América conhece primeiro classificado

Falcao Garcia, do Porto-POR, marcou os dois gols da Colômbia nesta tarde.

Campinas, SP, 10 (AFI) - Nem Messi, nem Neymar, nem Forlán. A primeira estrela a brilhar na Copa América foi o colombiano Falcao Garcia. O artilheiro da última Liga Europa (17 gols em 14 jogos) marcou duas vezes neste domingo e deu a vitória à Colômbia sobre a Bolívia, por 2 a 0, em Santa Fé. Com o resultado, o time colombiano foi a sete pontos no Grupo A e garantiu a sua classificação à fase final da competição com o primeiro lugar na chave. Os bolivianos voltam para casa.

O resultado é bom para a Argentina, uma vez que mesmo um frustrante empate nesta segunda-feira contra a Costa Rica, em Córdoba, deixa o time na terceira colocação do grupo, ainda com chances de classificação. Se vencer, avança na segunda colocação.
Procurando mais o jogo e tocando a bola no campo de ataque, a Colômbia abriu o placar logo aos 14 minutos, com Falcao García. O atacante do Porto recebeu nas costas da zaga, aproveitando a linha de impedimento, saiu na cara de Arias e tocou na saída do goleiro, fazendo 1 a 0.

Aos 28, Armero fez ótima jogada pela esquerda, correu todo o campo de ataque, entrou na área e foi derrubado por Amador. Falcao foi para a cobrança de pênalti e ampliou a vantagem da Colômbia.

Na segunda etapa, temendo a eliminação, a Bolívia foi para o ataque e manteve mais a posse de bola que a Colômbia, que passou a jogar no contra-ataque. Todos os atacantes bolivianos foram substituídos pelo técnico Gustavo Quinteros, mas de nada adiantou. Colômbia classificada, Bolívia eliminada

FICHA TÉCNICA

Colômbia 2 x 0 Bolívia

Local: Estádio Brigadier Estanislao López, em Santa Fé (Argentina).
Gols: Falcao, aos 14 e aos 28 minutos do primeiro tempo.Árbitro - Francisco Chacón Gutierrez (México).
Cartões amarelos: Campos.
Renda e Público - Não disponíveis.

Colômbia
Martínez; Zuñiga, Perea, Yepes e Armero; Moreno, Aguilar, Guarín (Cuadrado), Moreno (Rodallega) e Ramos (Soto); Falcao García. Técnico:
Hermán Darío Gómez.

Bolívia
Arias; Raldes, Álvarez, Vargas e Amador; García, Robles e Campos; Edivaldo Rojas (Vacas), Marcelo Moreno (Peña Gimenéz) e Arce (Pedriel).
Técnico:Gustavo Quinteros.

Costa Rica vence e manda Argentina para 3º

Time sub-23 costa-riquenho vence Bolívia por 2 a 0 e assume a vice-liderança no Grupo A

Costa-riquenhos comemoram vitória sobre a Bolívia
Foto: Juan Mabromata/AF
07/07/2011
Da Redação, com Lancepress

A Costa Rica, com um time sub-23, venceu a Bolívia por 2 a 0 nesta quinta-feira, pelo Grupo A da Copa América. O resultado levou os costa-riquenhos para a vice-liderança da chave e mandou a Argentina para a terceira colocação. Os bolivianos estão na lanterna com um e a Colômbia lidera com quatro.

Agora, para não dar o vexame de cair em casa na primeira fase, os hermanos precisam vencer a Costa Rica, na segunda-feira, no último jogo da fase inicial – os dois melhores de cada grupo avançam. Já a Bolívia encara a Colômbia no domingo.

Os minutos iniciais do prélio foram de pouca criatividade e muito combate no meio de campo. A Bolívia, embalada por uma simpática charanga, tentou fazer prevalecer sua melhor qualidade técnica e foi a responsável pelo primeiro lance de perigo do jogo, quando Gutiérrez bateu cruzado e Marcelo Moreno não chegou na bola. O ex-cruzeirense ainda furou, de forma bisonha, na marca do pênalti, outra ótima chance para o time de Evo Moralez.

Porém, a Costa Rica queria provar que não era qualquer adversário e saiu com os laterais para o ataque. Numa das subidas, Vidal centrou, Martínez meteu de cabeça e Raldes apareceu para salvar a pátria boliviana. Os "ticos", embora com um time sub-23, não se intimidaram com o rival.

A Bolívia não foi nem sobra daquele time que empatou com a Argentina na primeira rodada. Já os "ticos" continuaram sem medo e arriscando contragolpes. Foi assim - depois de um susto numa cobrança de Marcelo Moreno, que a Costa Rica chegou ao gol. Martínez aproveitou o rebote de Arias e mandou para as redes.

Atordoada, a Bolívia não reagiu. E ainda suspirou aliviada quando a falta de Campbell bateu na trave e quando Arias fez uma defesa dupla no pênalti cobrado por Guevara. No entanto, com dois a menos (Rivero e Flores foram excluídos da partida), a equipe não resistiu e Campbell ampliou o marcador.

FICHA TÉCNICA

BOLÍVIA 0 X 2 COSTA RICA

Local: Estádio 23 de agosto, em Jujuy (Argentina)
Data: 7 de julho de 2011
Horário: 19h15 (de Brasília)
Árbitro: Carlos Vera (Equador)
Assistentes: Luis Alvarado (Equador) e Marvin Torrentera (México)
Cartão Amarelo: Marcelo Moreno, Rivero, Campos, Gutiérrez (BOL); Guzmán, Duarte (COS)
Cartão Vermelho: Rivero, 25ºT (BOL); Flores, 30'/2ºT (BOL)
Gols: Martínez, 14'/2ºT (0-1); Campbell, 33'/2ºT (0-2)

BOLÍVIA: Arias; Alvarez, Raldes, Rivero e Gutiérrez; Flores, Robles (Chavez, 22'/2ºT), Rojas (Peña, 22'/2ºT) e Campos (Garcia, 34'/2ºT); Juan Arce e Moreno. Técnico: Gustavo Quinteros

COSTA RICA: Moreira; Acosta, Duarte e Calvo; Salvatierra, Leal, Guzmán, Mora (Cubero, 37'/2ºT) e Madrigal (Guevara, Intervalo); Campbell e Martínez (Elizondo, 35'2ºT). Técnico: Ricardo Lavolpe

Argentina amarga segundo empate

Messi entre dois colombianos: mais uma vez o craque não conseguiu mostrar o mesmo futebol do Barcelona
Foto: Rodrigo Buendia/AFP

Anfitriões da Copa América voltam a decepcionar e ficam no 0 a 0 com a Colômbia pelo Grupo A

06/07/2011
Da Redação

A Argentina voltou a decepcionar seus torcedores e empatou a segunda partida seguida na Copa América. Nesta quarta-feira, em Santa Fé, os hermanos ficaram no 0 a 0 com a Colômbia pelo Grupo A.

O resultado mantém a Colômbia na liderança da chave, com quatro pontos. Os argentinos aparecem em segundo lugar, com dois, mas podem ser ultrapassados por Costa Rica ou Bolívia, que se enfrentam nesta quinta-feira.

Para evitar o vexame de cair na primeira fase, a Argentina precisará vencer a Costa Rica, na próxima segunda-feira, no último jogo da chave de grupos. A Colômbia jogará contra a Costa Rica no domingo.


Não dá para entender por que Sergio Batista ainda insiste com Lavezzi e Banega, mesmo tendo Agüero e Pastore no banco de reservas. A Argentina foi um time apático no primeiro tempo, e seu melhor jogador, o melhor do mundo, era mais um perdido em meio à marcação colombiana.

A seleção dirigida por Hernán Gomez se propôs a controlar a bola e atacar com velocidade. E em duas oportunidades na primeira etapa quase saiu na frente: primeiro Ramos perdeu cara a cara com o goleiro Romero. Em seguida, Moreno desperdiçou lance sem goleiro, após dividida de Ramos e Burdisso na área. A zaga dos hermanos era uma mãe.

Na segunda etapa os times voltaram sem modificações. E naturalmente as coisas continuaram iguais. Burocrática, a Argentina não era incisiva, tentava pelo meio e esbarrava na barreira colombiana - que marcava bem e assustou muito nos contra-ataques e quase fez com Armero e Falcao García.

Na próxima rodada - última da primeira fase -, segunda-feira, em Córdoba, às 21h45, a Argentina pega a Costa Rica, seleção mais fraca do grupo. Precisa da vitória para passar à próxima fase, mas pode acabar a rodada como terceiro do grupo caso haja vitória no duelo entre costarriquenhos e a Bolívia, no outro jogo do grupo. A pressão sobre Batista e a seleção do melhor do mundo é cada vez maior.

FICHA TÉCNICA

ARGENTINA 0x0 COLÔMBIA

ESTÁDIO: Estanislao López, Santa Fé, Argentina
DATA E HORA: Quarta-feira, 6 de julho de 2011, às 21h45 (de Brasília)
ÁRBITRO: Sálvio Spinola Fagundes Filho (BRA)
AUXILIARES: Márcio Santiago (BRA) e Luis Abadie (PER)
CARTÕES AMARELOS: Aguilar (COL)

ARGENTINA: Romero; Zabaleta, Burdisso, Milito, Zanetti; Banega (Higuaín), Mascherano, Cambiasso (Gago); Tevez, Lavezzi (Agüero), Messi. TÉCNICO: Sergio Batista

COLÔMBIA: Martínez; Zuñiga, Perea, Yepes, Armero; Sánchez, Aguilar, Guarín, Ramos (Soto); Moreno, Falcao García (Gutierrez). TÉCNICO: Hernán Gomez

Uruguai 1 x 1 Peru – Mais um empate decepcionante pela Copa América!

Crédito: GE

Depois de Brasil e Argentina, a seleção do Uruguai também joga mal e decepciona na estreia

05.07.2011
Depois de Argentina e Brasil, mais um dos favoritos ao título da Copa América decepcionou em sua estreia. Assim como as outras duas forças do continente, o Uruguai ficou no empate com o desfalcado Peru por 1 a 1, nesta segunda-feira, no estádio del Bicentenário, na cidade de San Juan, na Argentina, pela primeira rodada do Grupo C da competição.


Após ter ficado com a quarta colocação na última Copa do Mundo, na África do Sul, a expectativa era que o Uruguai não tivesse problemas contra uma seleção que perdeu três de seus principais jogadores por contusão pouco antes da Copa América – os meias Farfán (que joga no Schalke 04, da Alemanha) e Ramírez (Corinthians) e o centroavante Pizarro (Werder Bremen, também da Alemanha).

Mas o que se viu em campo foi uma seleção uruguaia com muitos problemas para passar pela forte defesa adversária e um time peruano focado e objetivo nos contra-ataques. E foi desta maneira que o Peru conseguiu abrir o placar. Aos 23 minutos do primeiro tempo, Guevara recuperou uma bola no campo de defesa e fez um longo lançamento para o atacante Guerrero, que recebeu livre no campo uruguaio, driblou o goleiro Muslera e tocou com tranquilidade para o gol.

Em desvantagem, o Uruguai seguiu tentando com sua tática de atacar com dois jogadores abertos nas pontas – Forlán pela direita e Cavani pela esquerda – e o centroavante Suárez pelo meio. Em uma das poucas jogadas que deu certo pelo meio, já aos 45 minutos da primeira etapa, o atacante do Liverpool recebeu passe de Forlán na entrada da área e tocou rasteiro no canto esquerdo do goleiro Valverde para empatar a partida.


No segundo tempo, o jogo continuou igual. O camisa 1 do Peru não teve muito trabalho, apesar da maior força ofensiva do Uruguai. E quem mais levou perigo foram os peruanos, que só não conseguiram a vitória por causa da incompetência de Guerrero, que desperdiçou boas chances de gol nos contra-ataques.

Na segunda rodada do Grupo C, marcada para a próxima sexta, o Uruguai jogará contra o Chile, às 19h15, e o Peru enfrentará o México, às 21h45. Os dois jogos acontecerão no estádio Malvinas Argentinas, na cidade de Mendoza.

Ficha técnica

Uruguai 1 x 1 Peru

Local: Estádio del Bicentenário, em San Juan (Argentina).
Árbitro: Wilmar Roldán (Fifa-Colômbia).
Cartões amarelos: Cáceres (Uruguai); Acasiete, Guerrero e Cruzado (Peru).
Gols: Guerrero, aos 23, e Suárez, aos 45 minutos do primeiro tempo.

Uruguai
Muslera; Pereira, Lugano, Victorino e Cáceres; Pérez, Arévalo, Lodeiro (Rodríguez) e Forlán; Suárez e Cavani (Abel Hernández). Técnico: Oscar Tabárez.

Peru
Valverde; Revoredo, Acasiete, Rodríguez e Vilchez; Balbín, Cruzado, Guevara (Lobatón) e Yotún (Vargas); Advíncula e Guerrero. Técnico: Sergio Markarian

Fonte: Giro do Esporte

Chile vence México de virada e lidera Grupo C da Copa América

Paredes iniciou a reação chilena logo após entrar em campo
REUTERS/Juan Medina

Seleção sub-22 mexicana saiu na frente mas não segurou o placar contra os chilenos

04.07.2011
Do R7, com informações da Gazeta Press

Foi no sufoco, mas o Chile conseguiu sua primeira vitória na Copa América ao bater a seleção sub-22 do México por 2 a 1, nesta terça-feira (4). Os gols do sul-americanos foram feitos por Paredes e por Vidal, enquanto Araújo abriu o placar para os mexicanos.

Com esse resultado, a seleção do palmeirense Valdivia lidera o Grupo C com três pontos. Uruguai e Chile, que empataram na partida que abriu a rodada, tem um e o México não pontuou.

A próxima rodada desta chave acontece na próxima sexta-feira (8) com o Uruguai enfrentando o Chile e o Peru pegando o México.

O Chile dominou o México na primeira etapa, mas não conseguiu transformar a superioridade em vantagem. Mesmo com 70% de posse de bola e nove finalizações contra apenas duas do adversário, a seleção do técnico Claudio Borghi - que tem o palmeirense Valdivia na reserva - foi para o vestiário perdendo.

Seria diferente se Sánchez não tivesse chutado para fora a chance que teve cara a cara com Luis Michel logo aos 4min. Ou se a cobrança de Matías Fernández que assustou os mexicanos tomasse a direção certa. Embora pressionado, quem balançou a rede foi o México.

Aos 40min, o zagueiro Néstor Araujo aproveitou bate-rebate na área após cobrança de falta e, com um toque de cabeça, encobriu o arqueiro Claudio Bravo, calando a torcida chilena.

No segundo tempo, porém, a defesa mexicana não foi páreo para a pressão dos chilenos. Logo aos 7min, Suazo tabelou com Ponce e, frente a frente com Luis Michel, viu o goleiro fazer ótima defesa. Era uma amostra do que estava por vir.

Com 21min, após cobrança de escanteio vinda da direita, Contreras chutou fraco e Michel tocou na bola antes da chegada de Paredes. Sobre a linha, o atacante - que havia entrado no lugar de Beausejour seis minutos antes - só teve o trabalho de empurrar a bola.

Aos 27min, uma repetição quase perfeita: em outro escanteio cobrado da direita, quem apareceu desta vez foi Vidal, no primeiro poste, para cabecear sem chances de defesa. Sem forças para reagir, o México ouviu os torcedores chilenos gritarem "olé" tranquilos até os 44 minutos da etapa final, quando Pacheco tocou por cima do goleiro e Ponce evitou o empate.

FICHA TÉCNICA

CHILE 2 x 1 MÉXICO

Local: Estádio Bicentenário, em San Juan (Argentina)
Data: 4 de julho de 2011 (Segunda-feira)
Horário: 21h45(de Brasília)
Árbitro: Juan Soto (Venezuela)
Assistentes: Luis Sánchez (Venezuela) e Leonel Leal (Costa Rica)
Cartões Amarelos: Claudio Bravo (Chile); Aguilar, Diego Reyes e Javier Aquino (México)

Gols:
MÉXICO: Néstor Araujo, aos 40 minutos do primeiro tempo.
CHILE: Esteban Paredes, aos 21, e Arturo Vidal, aos 27 minutos do segundo tempo.

CHILE: Claudio Bravo; Pablo Contreras, Waldo Ponce e Gonzalo Jara; Mauricio Isla, Gary Medel, Arturo Vidal, Jean Beausejour (Esteban Paredes) e Matías Fernández (Carlos Carmona); Alexis Sánchez e Humberto Suazo (Marco Estrada)
Técnico: Claudio Borghi

MÉXICO: Luis Michel; Héctor Reynoso, Néstor Araujo e Hiram Mier; Aguilar, Diego Antonio Reyes; Jorge Enríquez, Jaier Aquino (Oribe Peralta) e Dárvin Chávez; Giovani Dos Santos e Rafael Marquez
Técnico: Luis Fernando Tena

Fonte: R7 Esportes

Paraguai e Equador empatam por 0 a 0


O paraguaio Edgar Barreto e o equatoriano Edison Mendez disputam a bola em Santa Fe. Muita luta, mas sem alterar o placarFoto: Omar Torres/AFP

Com resultado em Santa Fé, todas as equipes do grupo B, do Brasil estão empatadas na tabela da Copa América

03.07.2011
Da Redação, com Lancepress esportes@band.com.br

Na partida de fundo do domingo na Copa América, Paraguai e Equador não saíram do zero e embolaram de vez o Grupo B no término da primeira rodada. Como o resultado foi o mesmo da estreia do Brasil contra a Venezuela, as quatro equipes estão rigorosamente empatadas.

O resultado deve ser creditado à grande atuação do goleiro equatoriano Elizaga, que anulou o domínio paraguaio. Na próxima rodada, a seleção guarani enfrenta o Brasil em Córdoba. Já o Equador tem pela frente a Venezuela em Salta. As duas partidas acontecem no próximo sábado.

O jogo

O domínio paraguaio foi amplo no início. O Equador, retraído, tentava toques de primeira para contragolpear o adversário, mas pouco assustava. Aos 12 minutos, enfim, os paraguaios fizeram sua superioridade resultar em lance perigoso. Estigarribia fez linda jogada pela esquerda, passou por dois adversários e tocou para o meio. Barreto, bem posicionado, deu um passe para trás e mandou uma bomba no ângulo esquerdo para belíssima defesa do veterano goleiro equatoriano Elizaga, de 39 anos.

O Equador, então, sentiu o golpe e pareceu atônito diante das investidas paraguaias. Aos 18 minutos, a bola foi lançada na área e Barrios disputou de cabeça com os zagueiros equatorianos. Na sobra, Ortigoza bateu de primeira no cantinho de Elizaga, que mais uma vez mostrou reflexo e brilhou em linda defesa. Coube aos equatorianos, portanto, acordar na partida e assustar os rivais.

E o susto veio pelos pés de Benítez. Rápido, ele se livrou de dois marcadores aos 27 minutos e, frente a frente com Villar, demorou a finalizar e o zagueiro Paulo da Silva afastou o perigo. Seis minutos depois, a pressão do Equador continuou.Em frente à grande área, Castillo chuta de primeira e a bola passou rente ao gol de Villar, à esquerda. Pouco tempo depois, Barreto deixou o gramado lesionado para a entrada de Vera, no Paraguai. Mas o primeiro tempo ficou por aí.

Na volta para o intervalo, o técnico Reinaldo Rueda sacou Valencia para a entrada Arroyo. E começou até melhor, arriscando chutes de fora da área. mas logo o Paraguai voltou ao jogo. Em rápido contra-ataque aos nove minutos, Santa Cruz lançou Estigarribia pela esquerda, que bateu cruzado, mas a bola saiu raspando o gol de Elizaga. O jogo, entretanto, era bem movimentado, com as equipes buscando o ataque na maior parte do tempo.

O Paraguai voltou a pressionar e cercar a área adversário, principalmente em jogadas pelos lados do campo. Aos 17 minutos, Estigarribia passou por dois adversários pelo lado esquerdo e cruzou na medida para Roque Santa Cruz. Sem marcação, o camisa 9 paraguaio subiu e cabeceou no cantinho esquerdo inferior para defesa sensacional de Elizaga. Valente, o Equador se segurava como podia para tentar garantir o pontinho importante na tabela. E conseguiu. O Paraguai ameaçou apenas mais uma vez em chute de Valdez e o jogo terminou sem gols.

FICHA TÉCNICA

PARAGUAI (0)
Villar; Piris, Paulo da Silva, Darío Veron e Torres; Riveros, Ortigoza, Barreto (Vera 37´/1ºT) e Estigarribia; Barrios (Valdez 28´/ 2ºT) e Santa Cruz (Zeballos 38´/2ºT) - Técnico: Gerardo Martino

EQUADOR (0)
Elizaga; Reasco, Araujo, Erazo e Ayoví; Castillo, Méndez (Quiroz, 36 /2ºT)´, Noboa e Valencia (Arroyo, Intervalo); Caicedo e Benítez - Técnico: Reinaldo Rueda

Amarelo: Piris (PAR)
Árbitro: Sérgio Pezzotta (ARG)
Auxiliares: Ricardo Casas (ARG) e Luís Abadie (ARG)
Estádio: Brigadier Estanislao López, Santa Fé (ARG)

Fonte: eBand Esporte

Brasil saboreia um amargo Vinotinto e decepciona

Seleção Brasileira sofre contra o ferrolho venezuelano e só empata sem gols em sua estreia na Copa América

Robinho e Daniel Alves se atrapalham, o retrato da estreia brasileira (Foto: Bernadino Ávila/EFE)

Raphael Martins
Publicada em 03/07/2011 às 18:14

A expectativa por um futebol envolvente e encantador acabou esvaziada à medida que o relógio avançava e o Brasil não conseguia furar o ferrolho da Venezuela, neste domingo, em La Plata. A decepção se confirmou após o apito final de Raúl Orozco e o placar marcou um magérrimo 0 a 0 entre brasileiros e venezuelanos.

Tal como a Argentina, o Brasil decepcionou em sua estreia na Copa América. As duas seleções tidas como favoritas absolutas tiveram dificuldades em furar os bloqueios impostos por duas seleções que historicamente sempre foram sacos de pancada: Bolívia e Venezuela. Não pode ser coincidência...

Da mesma forma como no jogo de abertura da competição, os brasileiros tiveram amplo domínio e posse de bola. Criaram as principais jogadas, tinham mais alternativas, mais craques, só que não encontraram uma forma de vencer a retranca da Venezuela. Chegava a ser impressionante ver como o adversário do Brasil se fechou e abdicou de jogar.

Neymar tenta passar por Rosales: pouca objetividade (Foto: Cristiano Andujar)

A lógica é até compreensível. Afinal, sabedor da inferioridade técnica, o técnico César Farias preocupou-se em se fechar defensivamente e sair nos contra-ataques. E impôs uma tremenda dificuldade ao Brasil. Mesmo com os craques Paulo Henrique Ganso e Neymar, a Seleção não conseguia abrir uma brecha.

Para não dizer que nada aconteceu no primeiro tempo, o Brasil acertou uma vez o travessão do goleiro Vega em chute de Alexandre Pato, após passe de Daniel Alves. A jogada parecia ter acordado a Seleção Brasileira, que cinco minutos depois teve a sua principal oportunidade. Robinho recebeu na área, conseguiu tirar do goleiro e bateu. A bola tinha endereço certo mas o zagueiro Vizcarrondo entrou de carrinho e bloqueou a definição.

Vega só observa o chute de Pato explodir no travessão (Paulo Whitaker/Reuters)

Aliás, alguém tem a obrigação de dizer a Neymar que muita firula não vence jogo. É necessário ser mais objetivo, coisa que o jogador santista ainda não entendeu.
A partida continuou dura de se ver no segundo tempo. O Brasil tinha posse de bola, só que não passava do bloqueio venezuelano. Satisfeita, a Venezuela continuava se defendendo e saindo no contra-ataque. O empate era uma vitória para a Vinotinto.
Só que vez por outra os espaços começavam a se abrir na defesa brasileira. O desespero por um gol era tamanho que a Venezuela começou gostar do jogo e a sonhar com um gol milagroso. Porém esperar isso seria muito, pois faltava o mínimo de técnica.

Vizcarrondo, de ombro, impediu o gol brasileiro (Bernardino Ávila/EFE)

Mano Menezes, vendo que a coisa estava feia, tentou fazer alterações para mudar o panorama. Colocou Fred no lugar de Robinho, que estava inoperante no segundo tempo, e depois Lucas na vaga de Alexandre Pato. Infelizmente, o jogador do Milan era o que mais lutava e a Seleção perdeu um pouco de sua força ofensiva.

A partir dos 30 minutos do segundo tempo, o time brasileiro foi tomado pela afobação e tentava a qualquer custo o gol da vitória. Só que a salvação não chegou.
Cão fez mais que a Seleção e driblou Vega (Enrique Marcarian/Reuters)

Agora Mano Menezes terá de voltar a Los Cardales e estudar o que mudar nessa seleção. A certeza é que, mais uma vez, contra equipes muito fechadas, o Brasil não consegue abrir espaços e encontrar a vitória. Embora tenha jogadores com habilidade e técnica capaz de fazê-lo.

O próximo compromisso da Seleção é sábado, contra o Paraguai, em Córdoba. Já a Venezuela encara o Equador, no mesmo dia, em Salta.

FICHA TÉCNICA
BRASIL 0 X 0 VENEZUELA

Estádio: Ciudad de La Plata, La Plata (ARG)
Data-Hora: 3/7/2011 - 16h (de Brasília)
Árbitro: Raúl Orozco (BOL)
Auxiliares: Efráin Castro (BOL) e Marvin Torrente (MEX)
Cartões amarelos: Thiago Silva (BRA); Rondón, César González e Moreno (VEN)
Cartões vermelhos: -
Gols: -

BRASIL: Julio Cesar, Daniel Alves, Lúcio, Thiago Silva e André Santos; Lucas Leiva, Ramires (Elano 30'/2ºT), Robinho (Fred 19'/2ºT) e Ganso; Neymar e Pato (Lucas 30'/2ºT) - Técnico: Mano Menezes.

VENEZUELA: Vega, Rosales, Grendy, Vizcarrondo e Cichero; Rincón, Lucena, César González (Di Giorgi 40'/2ºT) e Arango; Rondón (Moreno 19'/2ºT) e Fedor (Maldonado 33'/2ºT) - Técnico: César Farias.

Ganso é perseguido por três venezuelanos (Enrique Marcarian/Reuters)

Fonte: Lancenet

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