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Santos vence o Peñarol e é tricampeão da Libertadores

Foto: Vanderlei Almeida/AFP


22/06/2011

O Santos é tricampeão da Libertadores. Depois da geração de Pelé brilhar em 1961 e 1962 chegou a vez do garoto Neymar colocar seu nome na história do futebol. Com um gol dele, o Peixe venceu o Peñarol por 2 a 1 nesta quarta-feira, no Pacaembu, e ficou com a taça mais cobiçada da América.

Empurrado por 40 mil torcedores que formaram o ‘mar branco’, o Alvinegro Praiano não deu chances para o rival uruguaio. Manteve o domínio durante toda a partida e fez o resultado no segundo tempo. Neymar abriu o placar logo no primeiro minuto e Danilo, aos 23, sacramentou o título. Aos 34, Durval, contra, deu esperanças para o Peñarol, que não teve forças para empatar.

Apesar de ter ainda todo o segundo semestre, com jogos e disputa do Brasileirão, a cabeça do torcedor santista já está em dezembro, no Mundial de Clubes, no Japão, e em um provável duelo entre Neymar e Messi.

O jogo

Como era de se esperar, o Santos começou a partida pressionando o Peñarol. Elano, que andou apagado nos últimos jogos, foi quem criou a primeira boa chance logo aos oito minutos. Ele recebeu passe da intermediária e mandou uma bomba. Sosa mandou para escanteio.

O início a mil por hora, no entanto, não resultou em gol e o Peñarol, aos poucos, começou a se arriscar no ataque. Martinuccio, sempre vigiado de perto por Adriano, escapou duas vezes e assustou com chutes para fora.

Aos 30, o Santos voltou a criar ótima chance. Ganso lançou Neymar nas costas da zaga e González o segurou pela camisa. Falta que Elano cobrou no ângulo, mas Sosa mandou para escanteio novamente. Na sequência, Ganso encontrou Zé Love na direita, que mandou na rede pelo lado de fora.

A última boa chance na etapa inicial veio aos 41. Léo roubou a bola na intermediária, tocou para Zé Love, que tentou passe para Neymar. A zaga rebateu e caiu novamente nos pés de Léo, que chutou para fora.

Neymar aparece e marca

O segundo tempo nem bem começou e Neymar incendiou o Pacaembu. Logo no primeiro minuto, Arouca tabelou com Ganso, avançou e tocou para o jovem craque na esquerda. Do jeito que veio, Neymar bateu e finalmente tirou o zero do placar: 1 a 0.

O Peñarol, que já não assustava, partiu para o ataque na base do desespero. Sem organização, tentava alçar bolas na área santista, mas sem perigo.

O Alvinegro passou a tocar a bola com calma e chegou ao segundo gol aos 23. Ganso tocou para Neymar na ponta esquerda. O camisa 11 viu e mandou para Elano na intermediária, que rolou para Danilo. O lateral cortou Dario Rodríguez na direita e, de perna esquerda, bateu colocado para o fundo da rede.

Festa de 40 mil torcedores e gritos de olé. Parecia que o título estava sacramentado, mas Durval, com um gol contra aos 34, voltou a dar emoção na partida.

E Zé Love fez questão de manter a tensão. Perdeu dois gols incríveis nos minutos finais. Primeiro, errou uma cabeçada com o gol escancarado. Depois, Neymar tirou do goleiro e acertou a trave. O centroavante, livre, aproveitou a sobra e mandou para fora. Sorte dos santistas que o Peñarol não atacou mais e o árbitro ergueu o braço para delírio do estádio. Santos, tricampeão da libertadores.

Após o apito final, houve confusão no gramado. Jogadores do Peñarol tentaram agredir os santistas, mas a briga logo foi apartada.

FICHA TÉCNICA

SANTOS 2 X 1 PEÑAROL

SANTOS: Rafael, Danilo, Edu Dracena, Durval e Léo (Alex Sandro); Adriano, Arouca, Elano e Paulo Henrique Ganso; Neymar e Zé Eduardo. Técnico: Muricy Ramalho

PEÑAROL: Sosa, González (Albim) (Estoyanoff), Valdez, Guillermo Rodríguez e Darío Rodríguez; Freitas, Aguiar, Corujo, Mier (Urretaviscaya) e Martinuccio; Olivera. Técnico: Diego Aguirre

Gols: Neymar, a 1min/2ºT; Danilo, aos 23min/2ºT; e Durval (contra), aos 34min/2/T
Árbitro: Sergio Pezzotta (Fifa-ARG)
Auxiliares: Ricardo Casas (ARG) e Hernán Maidana (ARG)
Horário: 21h50

Fonte: eBand Esporte
Estádio: Pacaembu, São Paulo (SP)
Cartões amarelos: González e Corujo (PEN) e Zé Love (SAN)
Público total: 40.157
Renda: R$ 4.266.670,00

Santos e Peñarol ficam no empate e decisão fica para o Pacaembu

Foto: Wesley Santos/AE
16/06/2011

Por: João Prata

Santos e Peñarol ficaram no empate sem gols nesta quarta-feira, no Estádio Centenário, em Montevidéu, no primeiro jogo da decisão da Libertadores. O resultado é bom para o Peixe, que agora garante a taça com uma vitória simples, na próxima quarta, no Pacaembu – vale lembrar que na final não vale mais o gol fora de casa.

Os Meninos da Vila não se incomodaram com o estádio lotado e foram melhores na partida. O Santos teve mais domínio de bola, mas o Peñarol também assustou nos contra-ataques.

O problema para o Alvinegro Praiano foi que o árbitro não caiu nas firulas do Neymar. O jovem santista, sempre bem marcado, teve atuação discreta e apareceu mais pelos inúmeros adereços do que pelo futebol. Com luzes no cabelo, chuteira branca e duas munhequeiras, Neymar também foi o único a entrar em campo usando de luvas.

Jogo tenso

As duas equipes sentiram a decisão da Libertadores e começaram a partida errando muitos passes. O Santos estava nervoso e a zaga vacilou logo aos seis minutos. O atacante Oliveira aparece livre na direita, mas Rafael saiu do gol e divide com o jogador.

Neymar era marcado por dois jogadores. Um em cima dele e outro na sobra. E, por simular uma falta logo no início, recebeu cartão amarelo. O jovem craque só dominou uma bola mesmo aos 20 minutos.

Com espaço, ele arrancou da intermediária, tabelou com Zé Eduardo e rolou para Alex Sandro, que mandou uma bomba. Sosa mandou para escanteio. Após a cobrança, Bruno Rodrigo cabeceou no travessão.

O Santos acordou após a boa chance e passou a controlar a partida. Aos 25, novamente Neymar tocou para Alex Sandro bater fraco para o gol.

O Peñarol se limitava a explorar os contra-ataques. Fraco tecnicamente, o time uruguaio só criou chances de gol graças a vacilo dos santistas. Aos 43, a zaga do Peixe tentou fazer linha de impedimento e deixou o zagueiro Guilhermo Rodríguez cabecear livre, mas sem força. No minuto seguinte, Dario Rodriguez apareceu sem marcação na esquerda e mandou para fora ao tentar encobrir o goleiro.

Neymar tira as luvas

No segundo tempo, Neymar tirou as luvas pretas. Já o panorama da partida continuou igual. O Santos no ataque e o Peñarol inteiro recuado. Logo aos 4, o Peixe criou ótima chance, mas Zé Love, livre, chutou em cima do goleiro.

O Peñarol assustava pouco e o time brasileiro matinha maior posse de bola. Aos 26, Alex Sandro foi à linha de fundo na esquerda e cruzou. Ze Love ganhou pelo alto do zagueiro e a bola tirou tinta da trave.

O perigo despertou o time uruguaio que teve três boas chances na sequência. Martinuccio bateu fraco da entrada da área e Rafael defendeu. No lance seguinte, Oliveira chutou para fora.

Com a queda de rendimento do Santos, Muricy optou por tirar Elano, que estava apagado em campo e colocou Alan Patrick. Pouco depois, Arouca arrancou do campo de defesa, passou por dois marcadores e, da intermediária adversária, tocou para Neymar, que bateu para defesa de Sosa.

Nos minutos finais, o Peñarol partiu para cima do Santos e chegou até a marcar. Alonso recebeu cruzamento em posição irregular e mandou para a rede. O assistente assinalou corretamente impedimento. E foi só. Agora o Santos tem a oportunidade de conquistar o tricampeonato da Libertadores diante de sua torcida.

FICHA TÉCNICA:

PEÑAROL (URU) 0 x 0 SANTOS

PEÑAROL (URU): Sosa, González, Valdez, Guillermo Rodríguez e Darío Rodríguez; Freitas, Aguiar, Corujo (Pacheco) e Mier (Estoyanoff); Martinuccio e Oliveira. Técnico: Diego Aguirre

SANTOS: Rafael, Pará, Bruno Rodrigo, Durval e Alex Sandro; Adriano, Danilo, Arouca e Elano; Neymar e Zé Eduardo. Técnico: Muricy Ramalho

Estádio: Centenário, Montevidéu (URU)
Data/hora: 15/6/2011 - 21h50
Árbitro: Carlos Amarilla (PAR)
Auxiliares: Nicolás Yegros (PAR) e Rodney Aquino (PAR)
Cartões amarelos: Martinuccio, Corujo e González (PEN) e Neymar e Arouca (SAN)

eBand Esporte

Santos chega a Montevidéu para final da Libertadores

14/06/2011

Os jogadores e membros da comissão técnica do Santos desembarcaram nesta terça-feira (14), por volta das 12h20, no Aeroporto Internacional de Montevidéu, afastando o risco da primeira partida da final da Libertadores contra o Peñarol precisar ser adiada. O duelo será disputado às 21h50 de quarta-feira no Estádio Centenário.

A viagem do Santos ao Uruguai, que foi feita sem escalas, chegou a ser ameaçada por conta da nuvem de cinzas do vulcão chileno Puyehue, que durante a última semana provocou o cancelamento de voos no próprio Chile, Argentina, Uruguai e Região Sul do Brasil.

No entanto, a emissão de fumaça pelo vulcão vem perdendo força, o que permitiu a viagem da delegação santista. Os jogadores do clube souberam apenas na manhã desta terça, enquanto aguardavam em um hotel em Guarulhos, que o voo foi autorizado e eles poderiam seguir até o Aeroporto Internacional de Cumbica, localizado justamente na cidade da Grande São Paulo.

Já em Montevidéu, o Santos realizará nesta terça-feira o último treinamento antes do duelo com o Peñarol. O grupo de jogadores fará um trabalho de reconhecimento do gramado do estádio Centenário. Para o duelo, o técnico Muricy Ramalho não poderá contar com o zagueiro Edu Dracena, que está suspenso, além de o lateral-esquerdo Léo, o lateral-direito Jonathan e o meia Paulo Henrique Ganso, que estão contundidos.

Diário do Nordeste

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